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7up7down - Megainvestidor de NY tem “respiro” com alta de 20% de ações de seu império, após perder US$ 15 bi com ataque de vendidos

Ações da Icahn Enterprises saltaram 20,20% na sessão após acordo em que separa empréstimos do investidor do preço de negociação das ações de sua empresa

Equipe 7up7down

Carl Icahn in 2015 Photographer: Victor J. Blue/Bloomberg

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A fortuna de Carl Icahn teve um aumento de US$ 1,1 bilhão nesta segunda-feira (10) depois que a Icahn Enterprises divulgou mudanças nos acordos de empréstimo com seu fundador icônico.

O acordo basicamente separa os empréstimos de Icahn do preço de negociação das ações de sua empresa, acalmando os temores dos investidores de que ele possa ter que liquidar suas participações após um relatório contundente do vendedor a descoberto Hindenburg Research, que fez com que as ações despencassem em maio.

Assim, com a notícia de hoje, as ações da Icahn Enterprises subiram 20,20%, a US$ 34,69, na sessão desta segunda-feira na Bolsa de Nova York, elevando o patrimônio líquido do investidor ativista Carl Icahn para US$ 11,1 bilhões, de acordo com o Bloomberg Billionaires Index.

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O patrimônio de Icahn ainda está cerca de US$ 15 bilhões aquém de seu pico de 2023 em fevereiro. Mas isso foi antes da Hindenburg Research , de Nate Anderson, lançar uma série de acusações contra o império de Icahn, alegando, entre outras coisas, que ele estava superalavancado e negociando com um prêmio excessivamente alto em relação ao valor líquido de seus ativos.

O relatório também enfatizou os mais de 100 milhões de ações que Icahn havia dado como garantia para empréstimos, o equivalente a quase um terço de sua participação no IEP.

“Achamos que Icahn, uma lenda de Wall Street, cometeu um erro clássico de assumir muita alavancagem diante de perdas contínuas: uma combinação que raramente termina bem”, disse a Hindenburg no relatório, na ocasião. A Hindenburg afirmou em um longo relatório em maio que a empresa estava cara, e disse ter encontrado evidências de avaliações infladas de alguns de seus ativos.

No relatório em questão, a Hindenburg afirmou que o valor da Icahn Enterprises estava inflado em 75% ou mais, observando que ela era negociada na ocasião com um prêmio de mais de 200% em relação ao valor líquido de seus ativos. Outras holdings fechadas, como a Third Point, de Dan Loeb, e a Pershing Square, de Bill Ackman, negociavam com descontos em seu NAV (valor patrimonial líquido), de acordo com a firma.

O relatório também levantou questões sobre o tamanho da taxa de retorno com dividendos (dividend yield) da Icahn Enterprises e a forma como foi financiado nos últimos anos.

“Icahn tem usado dinheiro recebido de novos investidores para pagar dividendos a antigos investidores”, disse Hindenburg no relatório. “Essas estruturas econômicas do tipo Ponzi são sustentáveis ​​apenas na medida em que o dinheiro novo está disposto a arriscar ser o último a ‘pagar o pato’”.

Icahn, de 87 anos, é o maior acionista da Icahn Enterprises, com 85% de participação no grupo de investimentos, cujas participações abrangem energia, concessionárias de automóveis, embalagens de alimentos e imóveis, entre outros setores.

Saiba mais: 

Carl Icahn, famoso investidor ativista, é alvo de relatório – e apostas “vendidas” – da Hindenburg

O acordo reformulado de Icahn com os credores neste domingo, relatado pelo Wall Street Journal, desvincula seus empréstimos pessoais do preço de negociação das papéis de sua empresa de investimentos, aumentam sua garantia e estabelecem um plano para pagar totalmente sua dívida em três anos, disse o jornal, citando pessoas não identificadas familiarizadas com o assunto.

O relatório do short seller apagou mais de US$ 15 bilhões da fortuna de Icahn depois que a Hindenburg acusou a IEP de usar uma estrutura econômica como uma espécie de “esquema Ponzi”.

Em uma entrevista à Bloomberg News, o bilionário disse que estava ansioso para enfrentar a Hindenburg Research, de Nathan Anderson, depois do ataque à sua empresa.

Cerca de 60% das ações de Icahn na IEP foram dadas como garantia para empréstimos pessoais, o que levou seus credores a pedir-lhe, em particular, que desse mais garantias à medida que as ações caíssem, disse o WSJ.

(com Bloomberg)

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