7up7down - Tiago Reis - Coluna - 7up7downhttps://www.saeidesign.com/colunistas/tiago-reis/Notícias, ações e muito mais sobre investimentos. Informação que vale dinheiro.Tue, 20 Jun 2023 15:13:40 +0000pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.4.3https://www.saeidesign.com/wp-content/uploads/2019/10/IM-Favicon.png?fit=32%2C32&quality=70&strip=all7up7down - Tiago Reis - Coluna - 7up7downhttps://www.saeidesign.com/colunistas/tiago-reis/32327up7down - Tiago Reis - Coluna - 7up7downhttps://www.saeidesign.com/colunistas/tiago-reis/empresas-na-bolsa-comprando-mais-do-que-apenas-acoes/Thu, 22 Jun 2023 14:00:42 +0000https://www.saeidesign.com/?post_type=colunistas&p=2165519Closeup de um grupo de empresários se reunindo para discutir o plano do projeto e os resultados financeiros no escritório. Conceito de análise de estratégia de marketing, negociação no mercado de ações e consultoria financeira.Desvendando a essência de uma empresa para investimentos mais informados e seguros

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A compra de uma casa é, para muitos, uma decisão de vida repleta de pesquisas meticulosas e avaliações cuidadosas. Surpreendentemente, esse nível de atenção raramente é aplicado quando compramos ações. Tal descuido pode ser comparado a investir em um imóvel sem uma prévia inspeção, confiando apenas na sorte.

Ao adquirir uma ação, não estamos apostando em um jogo de azar, mas nos tornando coproprietários de uma entidade viva – uma empresa com seus ativos, operações e capital humano. Devemos, portanto, cultivar um senso de propriedade e responsabilidade para com nossos investimentos, assim como faríamos com nossa residência.

O clássico de investimentos “The Investment Checklist”, escrito pelo renomado Michael Shearn, nos fornece uma lista de perguntas perspicazes para nos ajudar a entender melhor uma empresa. Embora a lista seja longa, com mais de 50 questões, vamos abordar uma delas hoje: “Você é capaz de descrever a empresa com suas próprias palavras?”

Para responder a essa pergunta, Shearn recomenda estudar o relatório anual da empresa – o Formulário de Referência. No Brasil, é possível encontrar esse documento no site de relações com investidores da empresa ou no site da CVM. Esse relatório é uma mina de ouro de informações sobre a empresa, sendo que o item 7, “Atividades do Emissor”, oferece um excelente ponto de partida para conhecer a empresa.

Depois de analisar esse item, Shearn sugere que resumamos o que aprendemos, como se estivéssemos explicando para um amigo que não tem conhecimento prévio sobre a empresa. Esse exercício simples, mas poderoso, permite que absorvamos e retenhamos o conhecimento de maneira eficaz, já que ensinar é uma das melhores estratégias de aprendizado.

As informações que devem ser resumidas podem incluir o número de unidades em operação da empresa, as regiões em que atua, a receita total do último ano fiscal, os segmentos de receita e sua distribuição percentual, o número de funcionários, clientes e fornecedores, o canal de distribuição dos produtos e serviços, e muito mais.

Após essa exploração inicial, o site da empresa oferece uma percepção mais visual do produto e serviço, complementando nosso entendimento básico da empresa. No entanto, essa é apenas a ponta do iceberg. A jornada para entender completamente uma empresa é longa e intrincada e inclui outras questões do checklist de Shearn, como avaliar a competência da gestão, os riscos, as vantagens competitivas, as expectativas futuras, os resultados financeiros e muito mais.

Não ter acesso a essas informações nos torna incapazes de avaliar o valor justo de uma empresa, assim como é difícil avaliar o preço de uma casa sem considerar sua localização, qualidade e vizinhança. O tempo necessário para realizar uma análise tão completa varia de pessoa para pessoa, dependendo da complexidade do negócio.

Pegando emprestadas as palavras de Peter Lynch: “Entenda o que você possui e saiba a razão de possuí-las”.

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7up7down - Tiago Reis - Coluna - 7up7downhttps://www.saeidesign.com/colunistas/tiago-reis/a-importancia-de-agir-na-hora-certa/Thu, 30 Mar 2023 13:00:16 +0000https://www.saeidesign.com/?post_type=colunistas&p=2093823Para fazer bons investimentos, é preciso lutar contra a impaciência e a procrastinação

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No mercado, existe um grande enfoque sobre como o investidor deve agir, qual estratégia ele deve escolher, como ele deve selecionar ações etc. Porém, não se dá a devida importância sobre quandoagir.

Conseguir atuar no momento certo é uma habilidade crucial que pode fazer toda a diferença em um investimento.

Os seres humanos têm duas características que prejudicam enormemente suas decisões: a impaciência e a procrastinação. A impaciência atrapalha situações que requerem espera, e a procrastinação atrapalha situações que exijam atitudes imediatas ou que piorem com o passar do tempo.

A estratégia de maior sucesso na história requer muita paciência. Ela consiste em primeiro filtrar as empresas, observando se elas contam com uma administração ética e competente, um longo e positivo histórico de resultados, vantagens competitivas fortes e duradouras, em negócios rentáveis e fáceis de serem entendidos etc.

E somente depois verificar se aquelas que passaram por esse filtro estão caras ou baratas, realizando um valuation. Assim, mesmo que o investidor avalie que todas estão caras (caso extremo), ele poderá esperar uma oportunidade de compra.

Um dos maiores e mais famosos investimentos de Warren Buffett seguiu essa estratégia. Antes de investir na Coca-Cola, Buffett já estava de olho nas ações da companhia há anos, esperando uma oportunidade de preços atrativos.

Em 1988, poucos meses após o crash do mercado da Segunda-Feira Negra de 1987, a oportunidade surgiu e Buffett não hesitou (nem procrastinou), comprando US$ 1 bilhão em ações da Coca-Cola.

Uma pesquisa de Reuben, Sapienzab e Zingales, descrita no artigo “Procrastination and Impatience”, de 2009, mostra que os humanos conseguem errar para os dois lados, ora sendo impacientes, ora procrastinadores. No estudo, um grupo de alunos de negócios teve de escolher entre receber um determinado valor no presente ou recebê-lo em duas semanas com um prêmio de pelo menos 2%.

O segredo do experimento foi pagar o valor antecipado em cheque e mensurar o tempo que os alunos levavam para descontá-lo. O resultado foi que a maior parte não só preferiu receber o valor antecipado, como demorou mais de duas semanas para descontar o cheque.
Essas pessoas poderiam ter esperado as duas semanas e recebido o prêmio de +2% ou ter descontado logo o cheque e se beneficiado com o consumo antecipado. No entanto, a maior parte foi impaciente e procrastinou, perdendo dos dois lados.

Isso acontece porque o ser humano tem grande dificuldade em fazer decisões racionais e comparações de valor sobre objetos em momentos diferentes da linha do tempo.

Por exemplo: ao escolher o que comer no dia seguinte, entre uma fruta e um doce, a maioria das pessoas escolhe a fruta, refletindo a intenção de ter uma alimentação saudável. No entanto, ao ser perguntado o que escolheria comer agora, a maioria tende a optar pelo doce.

Há algumas estratégias que o investidor pode adotar para vencer a procrastinação. Uma delas é desenvolver o hábito de sempre separar o aporte mensal e investi-lo no mesmo dia em que se recebe o salário.

Já a impaciência é um tanto difícil de contornar. Ao ver sua carteira performando abaixo do mercado por um ou dois anos, o investidor começa a duvidar da sua estratégia ou habilidade de executá-la, abandonando-a logo antes de ela começar a dar resultado.

Outros investidores ficam impacientes de esperar uma oportunidade de preço atrativo, principalmente se veem a ação disparando e os amigos enriquecendo. Por medo de ficar de fora, compram a ação por um preço caro, o que resulta em um investimento ruim.

Todos os investidores, sem exceção, estão sujeitos aos mesmos vieses e irracionalidades. O que diferencia os grandes investidores é a sua inteligência emocional. Como diz o bom velhinho de Omaha:

“Investir não é um jogo em que o cara com QI de 160 vence o cara com QI de 130. Uma vez que você tenha uma inteligência comum, o que você precisa é de temperamento para controlar os impulsos que colocam outras pessoas em problemas para investir.”

Para fazer bons investimentos, é preciso resistir aos momentos de dificuldade e ao FOMO(fear of missing out, ou “medo de ficar de fora”) e manter o foco em sua estratégia, lembrando que ela é vencedora no longo prazo. Somente dessa forma o investidor conseguirá bater o mercado e multiplicar seu patrimônio.

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7up7down - Tiago Reis - Coluna - 7up7downhttps://www.saeidesign.com/colunistas/tiago-reis/dividendos-ou-recompra-o-que-faz-mais-sentido/Thu, 02 Mar 2023 19:37:06 +0000https://www.saeidesign.com/?post_type=colunistas&p=2070507Dividendos e recompras de ações se assemelham na mesma finalidade. Mas, dependendo do preço de mercado das ações da empresa, pode ser mais vantajoso optar por um ao invés do outro

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Quando uma empresa obtém lucro, ela pode retornar dinheiro para seus acionistas por meio de algumas maneiras, dentre elas a distribuição de dividendos e/ou a recompra de ações, alternativas que possuem suas vantagens e peculiaridades próprias.

O que são dividendos?

Os dividendos são a maneira mais tradicional por meio da qual uma companhia pode retornar dinheiro para os seus sócios.

A ideia por trás deles é simples. Primeiramente, a empresa reserva a parcela dos seus lucros que deseja distribuir. Em seguida, esse montante é dividido pelo número de ações disponíveis no mercado e distribuído igualmente entre elas.

Por exemplo, suponha que uma companhia tenha 100 milhões de ações em circulação e tenha distribuído R$ 500 milhões em dividendos. Então, cada ação receberá R$ 5,00 em proventos.

Dito isso, um acionista com 300 ações desta empresa receberá o equivalente a R$ 1.500,00 em dividendos (pois 300 x 5,00 = 1.500,00).

No Brasil, os dividendos pagos pelas empresas listadas na bolsa são isentos de tributação. Portanto, o dinheiro distribuído por elas chega integralmente aos seus acionistas.

Por outro lado, nos Estados Unidos, os dividendos podem ser tributados em até 20% para residentes americanos, o que faz com que o valor líquido que os sócios da companhia recebem seja menor do que o montante inicialmente distribuído.

Se a empresa que mencionamos fosse listada nos Estados Unidos e os dividendos fossem tributados em 20%, por exemplo, seu investidor receberia apenas R$ 4,00 por ação, embora ela tivesse distribuído o equivalente a R$ 5,00 por ação.

O que são as recompras?

As recompras são outra maneira por meio da qual as companhias podem retornar dinheiro para seus acionistas.

A ideia é utilizar o caixa da empresa para comprar suas próprias ações no mercado. Então, as ações recompradas são canceladas e deixam de existir.

Com isso, o número de papéis em circulação diminui e a participação relativa de cada investidor aumenta.

Ficou confuso? Vamos entender com um exemplo.

Suponha que uma companhia tenha um valor de mercado de R$ 200 milhões e 50 mil ações em circulação

Ela, então, decide utilizar R$ 40 milhões do seu caixa para recomprar 20% de suas ações (ou seja, dez mil unidades). Quando isso acontece, as ações recompradas são canceladas e o novo número de papéis em circulação passa a ser de 40 mil.

Perceba que, no início, cada papel era equivalente a uma participação de 0,002% na empresa (1/50.000). Entretanto, no novo cenário, as ações passaram a representar participações de 0,0025% (1/40.000).

Em outras palavras, quando a companhia recomprou 20% de suas ações em circulação, ela aumentou a participação relativa de seus sócios em 25%.

Qual a diferença entre os dividendos e as recompras de ações?

A grande diferença é que os dividendos representam um retorno definido “agora”, enquanto as recompras simbolizam retornos incertos em algum momento no futuro.

Quando uma empresa paga dividendos, os retornos são instantâneos: o dinheiro cai rapidamente na conta do investidor. Ele, por sua vez, pode decidir o que fazer com o montante recebido: reinvesti-lo na companhia, utilizá-lo para comprar ações de outras empresas ou sacá-lo para uso pessoal.

No entanto, quando uma empresa faz recompras, os retornos não são necessariamente imediatos.

Na verdade, espera-se que, com a diminuição do número de ações em circulação, as métricas de lucro por ação e geração de caixa por ação cresçam, o que, teoricamente, fará com que o valor unitário das ações suba no médio-longo prazo. Assim, cria-se uma expectativa de ganho de capital, diferentemente do caso dos dividendos.

Mas qual é a melhor opção?

A grande realidade é que toda vez que uma companhia decide retornar valor para os seus acionistas, ela precisa fazer uma análise de custo de oportunidade para decidir a melhor maneira de distribuir seus lucros.

Caso suas ações estejam muito baratas em relação ao valor intrínseco (e ninguém melhor que os próprios executivos da companhia para saber o seu valor intrínseco), é natural que seus gestores decidam recomprá-las, pois o potencial de aumento das métricas por ação (lucro por ação e geração de caixa por ação) é maior.

Isso acontece porque se as ações estão, de fato, baratas, a empresa consegue recomprar mais unidades de seus papéis com um montante relativamente menor de caixa e, portanto, é capaz de diminuir ainda mais o número de ações por circulação.

Por outro lado, se as ações estiverem suficientemente caras, pode fazer mais sentido distribuir os lucros na forma de dividendos, pois esta forma de retorno não é afetada pela cotação da companhia na Bolsa de Valores.

No caso dos Estados Unidos, especificamente, a empresa ainda deve colocar na conta a tributação que será cobrada sobre os dividendos pagos para seus acionistas. Se o retorno esperado com os dividendos líquidos de impostos for menor do que o retorno esperado com a recompra, ela provavelmente optará pela segunda opção.

Conclusão

Dividendos e recompras de ações se assemelham na mesma finalidade: retornar valor para os acionistas de uma companhia. Entretanto, dependendo do preço de mercado das ações da empresa, pode ser mais vantajoso optar por um ao invés do outro.

Quando as ações estão relativamente baratas, as recompras se tornam mais atrativas, pois o potencial de retorno passa a ser maior. Por outro lado, quando as ações estão caras, as recompras deixam de fazer sentido, dando lugar para os dividendos.

A forma de retorno também pode influenciar a decisão de distribuição de uma empresa.

Muitos investidores não querem realizar ganhos de capital, mas apenas obter renda passiva. Se este for o perfil médio dos investidores de uma companhia, ela pode optar por pagar dividendos, ainda que o retorno esperado com eles seja menor do que com a recompra de suas ações.

Fica evidente, portanto, que não existe uma decisão melhor que a outra quando se fala em distribuição de dividendos e recompra de ações, pois a finalidade de ambas objetiva o mesmo propósito, que é (como mencionado anteriormente): gerar valor para seus acionistas.

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7up7down - Tiago Reis - Coluna - 7up7downhttps://www.saeidesign.com/colunistas/tiago-reis/investir-para-receber-dividendos-o-que-gosto-de-avaliar-antes-de-comprar-uma-acao/Thu, 02 Feb 2023 13:17:05 +0000https://www.saeidesign.com/?post_type=colunistas&p=2046336Analisar criteriosamente as empresas é essencial em uma estratégia de investimento sólida e rentável no longo prazo, mas manter a disciplina – de aportes e reinvestimento – também é

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Percebo que o interesse por parte do investidor pessoa física e de longo prazo pela estratégia de investimentos em ações pagadoras de dividendos cresce a cada ano. É fácil entender a razão, já que tal método –se é que se pode definir assim – oferece a possibilidade de ganhos com a valorização da ação e também com a distribuição periódica de lucros pela empresa.

Além disso, as ações de empresas que pagam dividendos costumam ter uma volatilidade abaixo da média do mercado, o que as torna uma alternativa de investimentos menos “desagradável” para aqueles investidores que se incomodam com o sobe e desce dos preços.

Dentre os principais setores que apresentam empresas com características de pagadoras de dividendos, não posso deixar de mencionar o setor bancário, um dos mais populares entre os investidores que buscam recorrência de distribuição.

Grandes bancos, como Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3), são reconhecidos como grandes pagadores de dividendos e têm históricos consistentes de distribuição de proventos.

Além disso, o setor bancário (embora seja bastante regulado) é importante para a economia e costuma ser menos afetado por crises financeiras, o que gera confiança entre os investidores. Ademais, também tende a se beneficiar do cenário de juros altos, como o que atravessamos neste momento.

Outro setor que costuma ser atrativo para os investidores em ações pagadoras de dividendos é o de energia, e aqui posso falar de empresas de geração, transmissão e também distribuição. Nomes como Taesa (TAEE11), Engie (EGIE3) e Energias do Brasil (ENBR3) são exemplos de empresas que pagam bons dividendos e possuem forte presença nestes segmentos.

Complementarmente, cabe aqui destacar que a demanda por energia é constante (para não dizer crescente) no mundo e, por isso, esse setor costuma ser considerado estável e seguro para os investidores fundamentalistas de longo prazo.

Outra característica comum de empresas do setor de energia é a regulamentação governamental, já que geração, transmissão e distribuição de energia são consideradas serviço público essencial.

O setor de saneamento também é interessante para investimentos em ações pagadoras de dividendos. Empresas como Sabesp (SBSP3), Sanepar (SAPR11) e Copasa (CSMG3) têm mostrado performances regulares em termos de pagamento de proventos.

Importante lembrar que tais empresas têm como objetivo oferecer o serviço de fornecimento e tratamento de água e esgoto para a população, o que as torna importantes para a sociedade e para a economia, num contexto geral.

Além desses setores, o mercado de commodities também pode ser uma opção para obter dividendos. Empresas como Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) e Klabin (KLBN11) são exemplos de grandes empresas que costumam pagar proventos interessantes e possuem forte presença no mercado de commodities.

Esse mercado é influenciado por diversos fatores, como a demanda por materiais, os próprios preços das commodities, a situação econômica global, dentre outras condições macro – o que contribui diretamente para o caráter cíclico do setor, dinâmica que pode impactar na performance das ações ao longo do tempo.

No mais, é importante destacar que, mesmo que uma empresa seja conhecida por pagar bons dividendos, não significa que o investimento será sempre rentável.

No processo de análise desse tipo de empresa, é fundamental avaliar alguns pontos importantes, tais como a sua lucratividade (é importante verificar se a empresa tem lucros consistentes e estáveis para garantir que possa continuar a pagar dividendos); o seu endividamento (empresas com alto endividamento podem vir a ter dificuldades financeiras, por isso é sempre importante verificar a alavancagem da empresa e compará-la com o setor); e as perspectivas de crescimento a longo prazo, a fim de garantir que ela possa continuar a pagar dividendos no futuro.

Em resumo, é importante considerar a saúde financeira da empresa, seu histórico de pagamentos de dividendos, sua capacidade de crescimento e suas perspectivas futuras antes de investir em ações com essas características.

Diante de tudo o que comentei aqui, resta uma conclusão: analisar de forma criteriosa as empresas pagadoras de dividendos é essencial para garantir uma estratégia de investimento sólida e rentável no longo prazo. Fazendo isso e mantendo a disciplina – tanto nos aportes como no reinvestimento dos dividendos –, com certeza os resultados de um investidor serão bastante positivos no longo prazo.

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